terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal




Porque o Natal é das Crianças,
Porque o nosso trabalho é proteger as crianças,
Contamos-lhe uma história de Natal diferente,
a história da Mariazinha,
Pense em quantas Mariazinhas existem neste mundo,
Que as 278 Comissões de Protecção de Crianças e de Jovens nacionais lutam todos os dias a salvar Mariazinhas e Joãozinhos,
Pense na Comissão da sua terra, aquela que nas horas difíceis de muitas crianças, sempre contou com o seu apoio, ajuda e compreensão.

Agora, é a Comissão de Protecção de Crianças e de Jovens de Grândola que deseja a si e a todos os que o rodeiam no seu seio familiar e profissional um Feliz Natal e um
Próspero Ano Novo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Bullying


Actualmente a sociedade despertou para um novo problema que afecta um grande número de escolas e de alunos. Claro que não lidamos com um problema novo, é já um problema antigo, basta termos noção que, violência entre pares sempre existiu, mas será que atingia, em termos da violência imposta, as actuais proporções?
Assim, podemos traduzir Bullying, como a intenção em criar mal-estar e em querer controlar outra pessoa, é um acto repetido ao longo do tempo e implica também um desequilíbrio de poder entre as partes intervenientes. É uma agressão que pode ser de cariz físico, psicológico, social ou sexual, seja como for, provoca no agredido, danos físicos e psicológicos graves, porque não surte somente efeitos a curto prazo, as vítimas no futuro podem sentir dificuldades de concentração, nas relações interpessoais e íntimas.
Com a evolução das tecnologias, o Bullying assume actualmente outras formas, como o cyberbullying, onde são captadas imagens, ou produzidas mensagens, com o intuito de humilhar o outro, e de seguida difundidas via MMS, ou da Internet.
Contudo, uma pequena discussão ou luta isolada entre colegas, não pode ser considerado Bullying, mas sim violência entre pares.
Desta forma, esta problemática ocorre na sua grande maioria em contexto escolar, e são evidentes os grandes esforços, que os conselhos executivos em geral, fazem para assegurar a segurança dos alunos. Não obstante, existem sempre locais nas escolas, mais desprotegidos, e logo, privilegiados pelos agressores, como as casas-de-banho, os recreios, os corredores e os portões das escolas, entre outros locais. Para algumas crianças, o intervalo das aulas, de lúdico passa a tormento.
Aos pais, importa estar atento a alguns sinais que das crianças, somatizações de dores de cabeça, náuseas, febres, desmotivação e resistência às actividades escolares, descida no rendimento escolar, às “perdas” de dinheiro, bens materiais ou escolares com regularidade, aumento de ansiedade, insegurança, entre outros. Aos pais, pede-se dialogo, compreensão, mas também acção, não de vingança, mas de procurar os responsáveis pela escola ou mesmo a Escola Segura da GNR e da PSP, e em conjunto com eles investigar o problema a fundo de forma a ter uma rápida e eficiente resolução, e apoio para a criança. Assim, estará a ajudar o seu filho e as outras crianças.
Como precaução, aconselhe o seu filho a não estar sozinho durante os intervalos, a percorrer com companhia o percurso entre casa e a escola, a não transportar bens materiais ou quantidades de dinheiro desnecessárias. Mantenha também um regular contacto com o director de turma, fale com ele estas questões, para que esse profissional o ajude nas medidas que deve adoptar para proteger o seu filho. E muito importante, não motive o seu filho a agredir com as históricas afirmações “todos te batem”, o actual problema é outro, diferente das lutas do seu tempo de escola. Esteja atento para que o seu filho não seja uma vítima mas também não se transforme ele num agressor.
Ismael Martins
Rita Louro

quinta-feira, 19 de junho de 2008

SOL




Durante a época de Verão, é essencial que se tenham alguns cuidados com o Sol, principalmente na praia ou piscinas. O Sol é essencial para o desenvolvimento e crescimento saudável, contudo é necessário cumprir algumas regras de protecção aos raios ultravioletas (raios de sol – UVA: que provocam graves lesões na pele, como o cancro de pele e os UVB: podem provocar queimaduras, escaldões que são bastantes dolorosos).

Algumas dessas regras são:

Não estar na praia entre as 11 e as 16 horas, porque nestas horas o Sol é mais forte e mais prejudicial à pele e aos olhos. Há que proteger a pele e os olhos com óculos escuros que tenham lentes próprias para a perfeita protecção dos olhos.

Deve proteger a sua pele (corpo e cara) com um protector solar indicado ao seu tipo de pele se for morena será um protector com factor de protecção: 20, se for de pele muito clara será o factor 50+, se a pele for clara: 30. As crianças com idade inferior aos 3 anos não devem ser expostas directamente ao sol..

As crianças devem utilizar um protector solar com a máxima protecção e colocá-lo de 2 em 2 horas, sendo importante que, para além do protector, use também uma t-shirt e um chapéu para uma protecção mais eficaz. Como as crianças raramente estão receptivas à colocação do protector pode sempre optar pelos protectores em spray. Especial atenção às zonas de maior exposição, como é o caso do nariz, bochechas, testa e lábios.

Os protectores solares devem ser escolhidos com algum cuidado, nomeadamente:
- não devem conter filtros químicos,
- devem ter uma fórmula fotoestável,
- devem ser resistentes à água,
- não devem ser fotossensibilizantes
- devem adaptar-se a pessoas atópicas

Os adultos e as crianças devem beber muita água, enquanto permanecerem na praia para evitar a desidratação e não devem estar expostos demasiado tempo ao Sol.

Tanto os adultos como as crianças devem hidratar a pele após a exposição ao Sol, com um bom creme ou óleo de providencie à pele os nutrientes que perdeu ao longo de um dia de praia ou na piscina.



fontes: artigo de Luisa de Nazareth in Revista Objectiva n.º 10 - Junho 2008 e folheto Escola do Sol

sexta-feira, 30 de maio de 2008

CRIANÇA TU TENS DIREITOS



Criança, tu és o amor. Tu, que tens alegria nos teus olhos
E que aos outros ofereces amizade;
Tu, que caminhas
Sem maus pensamentos
E que amas
Sem rodeios Vem ...!
Vem comigo.
Dá-me a tua mão.
Criança,
Tu és o símbolo
Do amor
Da paz
E da liberdade.
Tu és o fruto
Da inocência
E da pureza.
Criança
Ajuda-nos a construir
Um mundo bom,
Como tu
Estrela brilhante!
(Poema de Paula Perna)

O Dia Mundial da Criança foi proposto pela Federação Democrática Internacional das Mulheres às Nações Unidas, dedicado a todas as crianças do Mundo, em 1950. Este dia foi comemorado nesse mesmo ano, no dia 1 de Junho.

Assim, o Dia Mundial da Criança reconheceu a todas as crianças do Mundo Direitos independentemente da sua Cor, Raça, Sexo, Estrato Social ou Religião:

Afecto, Amor e Compreensão;
Alimentação Adequada;
Cuidados Médicos;
Educação Gratuita;
Protecção Contra Todas as Formas de Exploração;
Crescer num Clima de Paz e Fraternidade Universais.

Todos estes Direitos foram expressos numa “Declaração dos Direitos das Crianças” a 20 de Novembro de 1959. Esta Declaração traduz-se em 10 Princípios, os quais tem a finalidade de promover uma vida feliz e digna a todas as crianças do Mundo.
A “Convenção sobre os Direitos da Criança” foi realizada em 1989 pela ONU, reforçando todos os Direitos já explícitos na “Declaração dos Direitos da Criança”, com 54.º artigos. Em 1990, esta Lei tornou-se Internacional.
O Dia Mundial da Criança representa, um dia de extrema importância para todas as crianças do Mundo. Contudo, ainda existem crianças que sofrem repressões aos mais diversos níveis, como os maus-tratos físicos e/ou psicológicos. Tal como o Principio 6.º da “Declaração dos Direitos das Crianças” exprime: “Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis (…), nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem a sua saúde, educação e desenvolvimento (…)”.

Contudo, nem sempre as crianças são respeitadas nas suas necessidades, nem chamadas a participar nos assuntos familiares que a elas dizem respeito. São mantidas afastadas, quando deveriam ser obrigatoriamente ouvidas, e as suas opiniões e vontades tidas em conta – “Convenção dos Direitos das Crianças” – art.º12.º: “Quando os adultos tomam qualquer decisão que possa afectar a tua vida, tens o direito a dar a tua opinião e os adultos devem ouvir seriamente o que tens a dizer”.

Os cuidados a ter com as crianças e a atenção devem ser permanentes, uma vez que, elas são o que melhor há no Mundo e têm prioridade sobre todas as demais questões.

A este respeito, o artigo 9-º da “Convenção Dos Direitos Das Crianças” diz: “Não deves ser separado dos teus pais, excepto se for para teu próprio bem, como por exemplo, no caso dos teus pais te maltratarem ou não cuidarem de ti. (…)”.


TODOS DESEJAMOS QUE O DIA MUNDIAL DA CRIANÇA NÃO SEJA O ÚNICO DIA PARA LEMBRAR OS “DIREITOS DAS CRIANÇAS”
SE “OS DIREITOS DAS CRIANÇAS” FOSSEM CUMPRIDOS, PODERIAM VIVER EM SOCIEDADE, EM HARMONIA, CONTRIBUINDO PARA UM FUTURO MELHOR E PARA A FELICIDADE DE OUTRAS CRIANÇAS" Lilia Lino

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

TRABALHAR NUMA COMISSÃO - PERSPECTIVA DE UMA PROFESSORA!

Como profissional da Educação, tenho-me deparado com algumas situações que me deixam muito preocupada. Temos vindo a assistir, ao longo dos tempos, a um crescimento da violência entre as crianças e os jovens em idade escolar. São os empurrões nos corredores e nos recreios, os insultos, as agressões constantes, as lutas fictícias (ou não!) de Wrestling... Parece haver um gosto generalizado por tudo o que está conotado com agressividade / agressão, seja ela física ou verbal.

A própria postura dos nossos alunos tem vindo a modificar-se. Ocorrem, com bastante frequência, os desrespeitos para com as figuras quer dos professores, quer dos funcionários, o que era impensável há vinte ou mesmo dez anos. Infelizmente, creio que este desrespeito nasce em casa. Se são os próprios pais que insultam um professor, desresponsabilizando os filhos e desresponsabilizando-se a si próprios, que modelos estão a fornecer aos nossos alunos?

Não estarão estas crianças ou adolescentes em “risco”?... Em risco de se tornarem uns adultos irresponsáveis, que culpam os outros e não a si próprios pelos seus fracassos, que recorrem ao insulto para “resolver” os seus problemas... Que adultos estarão, e estaremos, a formar?

Creio que algo terá de ser feito, numa consonância de esforços, para que a situação se modifique. Os problemas não se resolvem com o recurso à violência, ao insulto, ao desrespeito ou à desresponsabilização.

Felizmente ainda existem bastantes casos de sucesso, nem tudo está perdido! Por isso, nós, professores, pais / encarregados de educação, funcionários e todos os elementos da comunidade educativa, temos de unir esforços a fim de que os nossos jovens deixem de estar em “risco” de se transformar em adultos mesquinhos e infelizes.
Cristina Nunes
Docente destacada para a CPCJ de Grândola