terça-feira, 4 de dezembro de 2007
COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS DE GRÂNDOLA APRESENTA “GABINETE DE MEDIAÇÃO ESCOLAR”
Nacional de Protecção de Crianças e Jovens, Dr. Ricardo Carvalho e do Sr. Dr. Manuel Mourão em representação do Sr. Director da Direcção Regional de Educação do Alentejo.Assim, o evento permitiu à CPCJ apresentar os resultados do primeiro modelo de Gabinete, tanto mais que passaram já 18 meses desde a assinatura do protocolo com a então Escola Básica 2, 3 ciclos D. Jorge de Lencastre com vista à dinamização de um Gabinete de Mediação Escolar. Na altura a Comissão aliou-se à escola no intuito de intervir junto das situações de absentismo escolar, para tal foram criadas duas equipas de intervenção compostas por técnicos da CPCJ e por docentes da escola
Assim, no presente ano lectivo a CPCJ decidiu alargar o âmbito da sua intervenção no que reporta à intervenção. Desta forma, Comissão e Agrupamento Vertical de Escolas entenderam para o bem de todas as crianças de Grândola ampliar a área de intervenção do Gabinete de Mediação Escolar, passando a abranger os Jardins de Infância, as Escolas de 1.º ciclo e dar continuidade ao 2.º e 3.º ciclo.
Para tal, o Gabinete passará a contar com quatro equipas, suportadas por quatro docentes do agrupamento, três técnicos da CPCJ e na área dos jardins de Infância por uma Técnica da Cercigrândola, entidade que passa a ser parceira deste novo modelo de Gabinete de Mediação Escolar. Assim, com o presente modelo as três entidades procuram dar resposta a todas as situações em que as crianças se encontrem
Para as entidade presentes, a Comissão de Grândola assume já uma grande dinâmica de intervenção uma vez que, e para o Dr. Ricardo Carvalho “já não tem meramente um papel remediativo, desceu e apoia actualmente as entidades de 1.ª instância na prevenção das situações de risco”, na perspectiva da Educação, o Dr. Manuel Mourão “evidencia o facto de os problemas vivenciados pela escola encontrarem resposta dentro da própria escola”.
Contudo, e segundo o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Grândola, “o Município de Grândola tem apoiado e continuará a apoiar a CPCJ, essa é a sua obrigação para com as crianças, as famílias de Grândola, porque se é importante apostar no desenvolvimento de Grândola, tal como está a acontecer com todo o esforço para o desenvolvimento da nossa costa, é igualmente importante para o Município, todas as questões de cariz social”.
Em desfecho, a Comissão enalteceu todo o apoio de todas as entidades, com especial enfoque para o Agrupamento, para a Cercigrandola e para o Sector da Educação da Câmara Municipal de Grândola, parceira da CPCJ desde o primeiro instante na prevenção às situações de risco em que se encontram algumas crianças, mas igualmente importante no apoio que a Câmara dá a todas as crianças às suas famílias e técnicos deste NOSSO Concelho.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
I JORNADAS MAUS TRATOS NA INFÂNCIA E JUVENTUDE - GRÂNDOLA

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Grândola procurou com as Jornadas decorridas nos passados dias 19, 20 e 21 de Novembro de 2007, criar espaços de reflexão e de troca de experiências na área dos Maus-Tratos na Infância e Juventude. Pensamos que foi um grande sucesso, soube a pouco, sim, mas foi de grande utilidade, penso que seja essa a perspectiva da cerca de uma centena de técnicos de diferentes áreas que de uma forma assertiva partilharam experiências e reflectiram sobre os Maus-Tratos na Infância e Juventude.
As Jornadas foram abertas com a perspectiva do Direito contando para tal com a presença da Dra. Elsa Mendonça, a qual apelou ao dever Moral e Ético de sinalizar quem de forma “animalesca” maltrata uma criança, porque, e se atendermos que “para educar uma criança é necessária toda uma aldeia”, rapidamente depreendemos que os Maus-Tratos a crianças são também da nossa responsabilidade e que não devemos nem podemos passar indiferentes.
No dia 20 de Novembro, a ordem do dia era para questionar o que falha nos casos de Maus-Tratos, ao que o Dr. Jorge Souto da Comissão nacional, respondeu que “o que falha é a própria família, porque se esquece de si própria, dos seus valores e dos seus objectivos”, alertando para a necessidade da Multidisciplinaridade da intervenção, para o respeito que os técnicos têm que ter pelas famílias e pelas próprias crianças, bem como a sobreposição e egoísmo técnico só levam a que muitas crianças continuem a ser vitimas de agressões".
Contudo, a CPCJ não esqueceu as cerca de 19000 crianças institucionalizadas e trouxe a Grândola a Dra. Dina Horta e a Dra. Paula Corte Real do Centro de Acolhimento “a Porta Aberta” em Palmela, as quais deram conhecimento da triste realidade do mundo da institucionalização, crianças esquecidas, cujo regresso à família é, na maior parte das situações, impossível porque os serviços e a comunidade puramente se esquecem das suas crianças, mas as técnicas acrescentaram “todos temos que apostar na família, todos temos que intervir em conjunto e quando o regresso é impossível assumi-lo para que a criança possa ser adoptada.
Assim, com estas Jornadas a CPCJ conseguiu uma grande reflexão sobre os Maus-Tratos em cerca de uma centena de participantes, estas fecharam com as palavras do Presidente da CPCJ, Ismael Martins “em 2006 Portugal teve 69 crianças em situação de Perigo por dia, este flagelo afecta todas as classes sociais, compete-nos a nós sociedade sinalizar os agressores, fazer valer os direitos dos mais pequenos, porque a culpa tanto é MINHA como SUA, depende de todos nós proteger as NOSSAS crianças e proporcionar-lhes um futuro sem Maus-Tratos!
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Uma realidade "cor de rosa"
Nesses tempos, portanto antigamente, era o único psicólogo na CPM, 4 horas por semana, tinha na altura perto de 300 processos sobre os quais reflectia meramente, enquanto no Lar dava-me conta das histórias de vida de dez crianças, todas elas agredidas por quem mais amavam, umas negligenciadas, outras, vítimas de violência física e outras sexual.
De menino recém-licenciado, que encarava a vida de forma maravilhosa, tornei-me no confidente de petizes com histórias de vida horríveis, tornei-me frio, o Homem que pode ser maravilhoso mas igualmente horrível, já não me surpreende.
Hoje já acompanhei muitas centenas de crianças, curiosamente, todas elas vítimas de maus-tratos, tornei-me o psicólogo dos indefesos, parece uma utopia, olho para trás e revejo os olhos de uma "princesa" de 4 anos a dizer-me que o papá tinha mexido no pipi dela, e, por causa disso, ela foi para aquela casa e o papá ficou sozinho com a mamã, ainda não encontrei resposta para essa "princesa" que já não tinha o direito a ser criança, a ter sonhos cor- de- rosa, mas uma sobrevivente a quem todos nós condenámos a viver num qualquer Lar até aos 18 anos de idade, grande futuro!
Assim, e para não parecer chato, porque já o sou, defendo actualmente que a instituição é a última estação da linha do comboio, por vezes a primeira, mas a regra nesta CPCJ à qual me Orgulho presidir, que se rege por uma excelente Lei, tudo faz para manter a criança no seu meio, porque quem deve ser punido é quem agride, porque o agredido deve ser apoiado, essa é a nossa missão.
Ismael Martins
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
PUBLICAÇÕES
Ismael Martins
COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS DE GRÂNDOLA
SABIA QUE:
As necessidades da criança são inalienáveis, irredutíveis e inquestionáveis. Assegurá-las é, inequivocamente, o nosso mandamento e terá de ser, assim, a nossa missão.
A violência que se exerce sobre as crianças, seja ela comunitária ou familiar, abrupta ou crónica, manifesta ou escondida, diz não só respeito aos profissionais e ás famílias, mas também à sociedade em geral, que deve tomar conhecimento da gravidade do problema e participar nas medidas de protecção às crianças e jovens.
Não fique indiferente
Não seja cúmplice
Participe
COMPOSIÇÃO
Segurança Social
Educação
GNR
Saude
IPSS
Associação de Pais
Associações Juvenis
IPJ
Centro de Emprego
Assembleia Municipal
“Qual a relação dos jovens do concelho de Grândola com as toxicodependências – Perspectiva dos Técnicos, Famílias e Jovens”
Um estudo apresentado em 02-06-2007 em Grândola revela que as crianças dos meios rurais iniciam o consumo de álcool com tenra idade, entre os 10 e os 12 anos.
“O consumo de álcool é consentido e por vezes incentivado em meios rurais, porque ainda existe a ideia de que o álcool faz bem e dá força”, garantiu Ismael Martins, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ). O estudo sobre a relação dos jovens de Grândola com as toxicodependências concluiu ainda que, dos 600 jovens inquiridos, 17,5% admitiram o consumo de drogas. Desses, 8% fumaram haxixe, 12% canábis e mais de metade, 62%, admitiu consumir bebidas alcoólicas. Os responsáveis das principais instituições do concelho, como escolas, juntas de freguesia, câmara municipal e instituições de solidariedade, inquiridos no estudo, acreditam que cerca de 20 por cento dos jovens consome drogas. Mais pessimistas ainda estão as famílias: estimam que cerca de 40 por cento dos jovens usam drogas e não têm dúvidas em atribuir total responsabilidade pelo facto a esses mesmos jovens e aos seus amigos. Mesmo assim, Ismael Martins aponta que a realidade é um pouco diferente das expectativas, dado que o estudo permitiu identificar problemas de falta de diálogo entre gerações. “Os pais têm os filhos por perto, mas acontece que estão muitas vezes a ver televisão e não há uma comunicação adequada entre ambos, conclui o responsável da CPCJ no concelho de Grândola. Um estudo apresentado ontem em Grândola revela que as crianças dos meios rurais iniciam o consumo de álcool com tenra idade, entre os 10 e os 12 anos.
GABINETE DE MEDIAÇÃO ESCOLAR



O Gabinete de Mediação Escolar (GME) resulta de uma parceria estreita entre o Agrupamento Vertical de Escolas de Grândola, o Projecto de Intervenção Precoce de Grândola e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Grândola. No GME pretende-se dar uma resposta a alguns dos problemas das crianças e jovens que se encontram integrados nos Jardins de Infância, nas Escolas Básicas de 1.º Ciclo e na Escola Básica 2º e 3º ciclos de Grândola. O GME tem como principal objectivo encontrar respostas alternativas aos problemas de absentismo, comportamento e riscos sociais, colocando à disposição dos docentes/educadores, alunos e encarregados de educação um grupo de técnicos e docentes/educadores que se responsabilizaram por encontrar a resposta adequada para o problema colocado.
O GME dirige-se a todos os encarregados de educação, professores, crianças e jovens do Agrupamento Vertical de Escolas de Grândola.
I JORNADAS MAUS TRATOS NA INFÂNCIA E JUVENTUDE


A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Grândola lança-se a mais um desafio, a organização das I, Jornadas subordinadas à temática Maus Tratos na Infância e Juventude, no âmbito da protecção da criança.
Com a realização deste evento pretendemos, por um lado evidenciar a Convenção dos Direitos da Criança, por outro, refletir acerca das diferentes formas de actuação e intervenção no âmbito da problemática dos maus tratos, metodologias, das boas práticas nestas matérias e o que ainda se poderá fazer. Assim, procuramos com este evento a partilha de experiências, e neste sentido, é com enorme satisfação que convidamos V/Exas., a participar nas referidas Jornadas que terão lugar nos próximos dias 19, 20 e 21 de Novembro de 2007.
A ficha de inscrição que poderá ser fotocopiada e encaminhada por fax para a CPCJ de Grândola. Alertamos para o facto que o número de inscrições por jornada é limitado, pelo que as inscrições serão aceites por ordem de chegada.