Um estudo apresentado em 02-06-2007 em Grândola revela que as crianças dos meios rurais iniciam o consumo de álcool com tenra idade, entre os 10 e os 12 anos.
“O consumo de álcool é consentido e por vezes incentivado em meios rurais, porque ainda existe a ideia de que o álcool faz bem e dá força”, garantiu Ismael Martins, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ). O estudo sobre a relação dos jovens de Grândola com as toxicodependências concluiu ainda que, dos 600 jovens inquiridos, 17,5% admitiram o consumo de drogas. Desses, 8% fumaram haxixe, 12% canábis e mais de metade, 62%, admitiu consumir bebidas alcoólicas. Os responsáveis das principais instituições do concelho, como escolas, juntas de freguesia, câmara municipal e instituições de solidariedade, inquiridos no estudo, acreditam que cerca de 20 por cento dos jovens consome drogas. Mais pessimistas ainda estão as famílias: estimam que cerca de 40 por cento dos jovens usam drogas e não têm dúvidas em atribuir total responsabilidade pelo facto a esses mesmos jovens e aos seus amigos. Mesmo assim, Ismael Martins aponta que a realidade é um pouco diferente das expectativas, dado que o estudo permitiu identificar problemas de falta de diálogo entre gerações. “Os pais têm os filhos por perto, mas acontece que estão muitas vezes a ver televisão e não há uma comunicação adequada entre ambos, conclui o responsável da CPCJ no concelho de Grândola. Um estudo apresentado ontem em Grândola revela que as crianças dos meios rurais iniciam o consumo de álcool com tenra idade, entre os 10 e os 12 anos.
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